Anfavea confirma recorde de vendas

O licenciamento de veículos bateu recorde de vendas em agosto, informação que a Autoinforme antecipou desde domingo último e que a Anfavea – Associação que reúne os fabricantes confirmou nesta quinta-feira (6).

No acumulado do ano o crescimento de vendas foi 14,9% e a produção cresceu 12,8% (veja mais adiante).
As máquinas agrícolas e rodoviárias tiveram aumento de 6,2% entre janeiro e agosto em relação ao ano anterior. Visto que a projeção da associação é de 7% de aumento até o final do ano, pode-se dizer que o setor caminha bem, com 29.630 unidades licenciadas no acumulado contra 27.897 no mesmo período de 2017.

Alfredo Miguel, especialista no setor agrícola da Anfavea, explica que o aumento se dá pelo reconhecimento que os pequenos produtores tiveram da necessidade de investir em tecnologia no setor agrícola e também pelas obras que estão sendo feitas pelo governo neste período pré-eleitoral.

O licenciamento de caminhões é o que mais cresce neste ano, com 30.824 unidades até agosto, sendo que os pesados são responsáveis por 25% desse número. No acumulado, o aumento é de 49,5%.

Durante a coletiva, Megale pontuou que mesmo com as incertezas políticas “o setor está a caminhar com as próprias pernas”. O vice-presidente, Rogelio Golfarb, concorda e diz que, na perspectiva da Anfavea, a economia está se desprendendo da política e conseguindo alcançar resultados positivos, ainda que tímidos em comparação com a boa fase de 2011 e 2012.

Produção
A produção de automóveis subiu 12,8% e já são 1.748.145 unidades no total. Só no mês de agosto, 291.425 unidades foram fabricadas, o melhor mês desde 2014, segundo Antônio Megale, presidente da Anfavea.

“Estamos chegando na média de produção dos últimos dez anos”, disse.
As máquinas agrícolas e rodoviárias subiram 5,5% e 38.194 unidades foram produzidas entre janeiro e agosto.

Exportações
As exportações foram afetadas negativamente, com queda de 4,6% ante o mesmo período de 2017. Foram 486.463 unidades neste ano contra 509.810 em 2017.

A presidência da associação explica que a queda foi causada pela situação atual da Argentina e as taxas contadas para exportação no País.

Máquinas agrícolas e rodoviárias tiveram crescimento pequeno, de 1,2% com 8.522 unidades.

Kalyne Rannieri

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