Agência AutoInforme - A equipe brasileira Rondônia Racing foi uma das que deram adeus ao 32º Rally Dakar Argentina Chile após a 3ª etapa, realizada dia 04 entre as cidades de La Rioja e Fiambala, na Argentina. Motivo: a tração dianteira da Mitsubishi L200 EvoProm, acelerada pela dupla Julio Bonache (piloto) e Lourival Roldan (navegador), quebrou e encerrou o sonho da equipe de terminar o mais difícil rali do mundo. "Ali eu pude ver o que é o Dakar", disse Bonache, que fez sua estréia na competição. "Não é à toa que ele é conhecido como o rali mais difícil do mundo!" - comentou o piloto brasileiro.
O roteiro exigiu navegação por áreas que lembravam o cerrado brasileiro, e compunham um labirinto perfeito. Entre os obstáculos, surgiam passagens por rios secos e estradas com pedras. O percurso adentrou as regiões de dunas e chão de areia bastante fofa que se transformaram em grandes vilões.
"Atolamos no mínimo 50 vezes (!!!), a tração dianteira não resistiu ao esforço e quebrou. Andar em trecho arenoso sem tração é impossível, e não conseguimos continuar", detalhou o navegador Roldan.
No trecho, havia mais de 60 carros parados, todos atolados. No início da noite, cerca de 20 veículos ainda estavam encalhados nos bancos de areia.
Bastante chateado, Bonache disse que a equipe estava em condições de continuar a prova. Voltar para a casa antes da hora foi uma enorme frustração. "Não abandonamos o Dakar, fomos obrigados a sair por uma regra que não faz muito sentido" - reclamou.
Entre os brasileiros, outras quatro equipes também saíram do Rally Dakar Argentina Chile as duplas Klever Kolberg / Giovani Godoy, Reinaldo Varela /Erlei Ayala, Swen Fischer / João Stal, e Williams Dums / Rodrigo Koning.
Seguiram na disputa defendendo o verde e amarelo Jean Azevedo / Emerson Cavassin, Guilherme Spinelli / Filipi Palmeiro e Maurício Neves / Clécio Maestrelli.