Mesmo com o setor de caminhões acumulando altas consecutivas de vendas este o ano, o governo vai prorrogar o incentivo para veículos comerciais leves, máquinas e equipamentos, até o fim do ano. A redução do IPI estava programada para acabar no fim desse mês (junho). A alíquota para caminhões, tratores e reboques, voltaria a 5% a partir de julho, mas continuará reduzida a zero.
As caminhonetes (furgão e vans) e picapes, também continuaram com o imposto reduzido, de 4%, beneficiando também as picapes de cabina dupla.
Para Guido Mantega, ministro da fazenda, o governo estendeu a desoneração porque as vendas desses tipos de veículos só começaram a apresentar alta no fim do ano passado.
"O setor ainda está se recuperando da crise e precisa dos incentivos por mais algum tempo", disse o ministro.
Segundo Miguel Jorge, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, com a prorrogação do IPI, o governo deixará de arrecadar R$ 775 milhões.
A isenção fiscal não irá desonerar o orçamento do governo. Com a manutenção da alíquota zero, o governo espera ganhar no aumento das vendas, mantendo assim a arrecadação fiscal.