O que mudou em 60 anos

Em 30 edições, o Salão é o retrato da evolução da indústria automobilística brasileira

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O Salão do Automóvel de São Paulo é o retrato da evolução da indústria automobilística brasileira nesses 60 anos.
Houve mudanças profundas, é verdade, melhorias fantásticas, mas o Brasil ainda está na rabeira dos chamados mercados maduros, tentando acompanhar as normas internacionais em relação a segurança, emissões e outros aspectos do setor.

O que mudou? Bem, o Brasil passou a produzir carros de alta qualidade, mas ainda voltado para os segmentos de entrada, carros pequenos. Modelos de maior porte, de luxo, só importados ou montados aqui, mas com a maioria das peças trazida de fora, principalmente a tecnologia.

O Brasil evoluiu, sim, e muito. Imagine que nos anos 1970, 1980, as estrelas do Salão eram os desejados Chevette, Corcel, Fiat 147, Brasília. Claro, tinha carros topo de linha: os luxuosos Opala, Santana e Del Rey.

E os motores? Passaram do carburado para injeção indireta, depois injeção direta, turbo compressor e down size (motor menor e com maior potência).

A qualidade do combustível explodiu: a gasolina deixou de ter chumbo em sua composição, material altamente cancerígeno.

O diesel era o mais poluente do mundo, o S2000, que tinha duas mil partes de enxofre por milhão. Hoje o diesel é o S50 e o S10 (que tem apenas dez partes de enxofre por milhão). A poluição reduzir drasticamente.

Em relação à segurança: airbg e ABS são obrigatórios e outros itens importantes, como controle de estabilidade, já começam a equipar até carros pequenos.

Alguns modelos têm o ACC: o motorista regula a distância do carro da frente e ele freia automaticamente em caso de necessidade.

Outros são dotados da tecnologia que faz a leitura da faixa branca que separa as pistas de rodagem e faz a curva sozinho, sem a intervenção do motorista.
Os materiais usados na construção do automóvel também evoluíram muito: houve um grande aumento do uso de alumínio em detrimento do aço, reduzindo o peso do carro, que, combinado com a melhoria da potência, passou a consumir menos.

Aumentou também o uso de materiais orgânicos, fibras orgânicas, usadas em forrações de bancos e outras aplicações.

Isso sem falar dos softwares. Hoje o carro é quase um computador. Quem avalia os problemas não é mais o mecânico, mas um leitor eletrônico que detecta o defeito.

O que não mudou? O que não evoluiu?

O volume de vendas cresceu, mas a população e a necessidade de mobilidade também. Ou seja: hoje é aquela mesma pequena parcela da população que pode comprar um carro zero. Pequena mesmo, uma elite: apenas 1% da população, que detém 60% da riqueza do País. Mas se não pode comprar, gosta de ver. E de sonhar. É por isso que o Salão do Automóvel 2018 que abre ao público nesta quarta-feira é um dos eventos mais esperados pelo público. E esta 30ª edição deverá repetir o sucesso dos anos anteriores.

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