Sem carro OK no mercado, consumidor partiu para o seminovo e o preço explodiu

A queda na produção de carros novos, e consequência da falta de semicondutores, que afetou toda a indústria mundial, criou um fenômeno curioso e fez de 2021 o ano em que os carros usados tivessem a maior alta de preços da história, com exceção do período do Plano Cruzado, nos anos 1980, quando os preços subiram de forma artificial, por causa do congelamento dos preços decretado pelo antão presidente José Sarney

Agora, os preços subiram por causa do aumento da procura, registrando uma alta média de cerca de 30%, conforme estimativas da Fenauto, a federação que reúne os vendedores de carro usados de todo o Brasil.

Os preços dos carros novos também subiram, primeiro porque os custos de insumos e peças também subiram e segundo porque, com pouca oferta e grande procura, claro que as montadoras não deixariam de aproveitar a oportunidade para deixar os produtos mais caros.

Mesmo assim, os valores dos usados tiveram uma ata muito maior, o que prejudicaram os compradores desse segmento.

O resultado dessa explosão de preços foi revelado no Estudo de Mercado feito pela Autoinforme para a Certificação Maior Valor de Revenda, que reconhece os carros que tiveram o melhor desempenho no mercado de usados após um ano.

Todos os ganhadores por categoria tiveram valorização em 2021, em vez de depreciação, como ocorreu nos 19 anos =anteriores quando a Autoinforme realizou a pesquisa (desde 2001)

A expectativa dos analistas é que essa situação se perfure por mais alguns meses, até que o fornecimento de peças e semicondutores se normalize, o que deve acontecer em sua plenitude somente no segundo semestre de 2022.