Novo modelo da Honda tem a missão de fazer o consumidor esquecer o prestigiado Fit

A Honda tem grandes pretensões com o City hatch, apresentado na semana passada para a imprensa e já avaliado pela equipe da Autoinforme. As primeiras impressões, rodando apenas em circuito urbano, foi positiva, o carro oferece muito considerando a categoria.

Tem uma tocada macia, uma suspensão que proporciona muito conforto mesmo andando nas ruas de São Paulo, onde, quando não há buraco nem desníveis do asfalto, proliferam lombadas.

Com novo desenho, seguindo as linhas discretas do sedã e detalhes acentuado, o visual agrada, com uma dianteira modificada, faróis e demais luzes fullled.

Com a grife premium, o novo City tem dupla missão: enquanto a versão sedã, lançada em 2021, tenta conquistar o consumidor que ficou sem o Civic (que só volta ao mercado no segundo semestre, e importado), o hatch tenta cativar os viúvos do Fit, modelo dono de uma história de respeito e o mais vendido da marca no Brasil.

O motor 1.5 V-TEC é potente e oferece boas retomadas, essencial nas operações urbanas. Tem 126 cavalos de potência, duplo comando de válvulas e injeção direta de combustível, proporcionando uma condução aprazível, agradável. O motorista pode optar por uma tocada mais esportiva, com troca de marchas em regime mais elevado e as trocas podem ser feitas pelas borboletas no volante. O motor foi redimensionado para atender a legislação de emissões e assim ganhou mais dez cavalos, mas a Honda frustrou os que esperavam um motor turbo, uma tendência que se consolida no mercado nessa categoria de veículo.

O posicionamento do City Hatch fica um pouco acima do seu segmento considerando a suas dimensões, o bom espaço interno (a distância dos joelhos ao encosto do banco dianteiro aumentou 3,7mm em relação ao sedã) e o espaço para bagagem:com os bancos traseiros rebatidos a capacidade é de 1.180 litros.Rebatendo o banco dianteiro do passageiro e mais os bancos traseiros, é possível acondicionar objetos longos, como uma prancha de surfe. Destaque para o piso plano, o que garante maior espaço e maior conforto para os passageiros de trás.

A montadora destaca o uso de materiais de alta qualidade na construção do veículo, tanto na estrutura (ficou mais leve e mais rígido que o sedã) quanto no acabamento, que, a propósito, é muito refinado, com bancos de couro, costuras e detalhes em black piano.

“Com certeza o consumidor não vai encontrar essa sofisticação em nenhum dos concorrentes”, desafia Douglas Giatti, responsável pelo projeto.

A tela multimídia de oito polegadas é sensível ao toque e oferece opção de uso de botões físicos. A câmara de ré tem opção de vista normal, vista alargada e vista de topo, que ajuda em manobras de estacionamento.

O elegante desenho dos bancos destaca-se no interior do carro, assim como o acabamento, sofisticado.A aplicação de espumas e absorvedores de ruído deixaram a cabine mais silenciosa.

O carro traz muita tecnologia e itens de segurança, como sistema a mitigação de colisão, controle adaptativo de cruzeiro, permanência na faixa e ajuste automático de farol.

Em caso de indício de colisão, o sistema entra em ação automaticamente, tanto em condição de carro à frente ou em sentido contrário. A tecnologia detecta também a presença de pedestres e ciclistas na rota do veículo e aciona o freio em caso de perigo.

Em caso de invasão de pista o sistema faz a correção da trajetória e devolve o carro para faixa de rolamento. Outra tecnologia mantém o carro no centro da faixa.

Com seis airbag de série, o City conta ainda com sistema para reduzir o ponto cedo (mostra a imagem do carro ao lado) e o assistente de partida em rampa, ou seja: quando o motorista para numa subida o carro não recua mesmo com a retirada do pé do pedal de freio, possibilitando a retomada da aceleração sem o risco do veículo recuar.

Com o controle de cruzeiro adaptativo, o motorista define a velocidade e a distância que quer manter em relação ao carro da frente: o carro segue o carro referência reduzindo ou aumentando a velocidade automaticamente e freando quando necessário.

O consumo é o melhor na comparação com os concorrentes diretos. O carro faz 13,8 km/l em circuito misto, sendo 70% de trajeto urbano e 30% rodoviário.

O Honda City será vendido em duas versões: a EXL, que custa R$ 114,2 mil e a Touring, por R$ 122,6 mil.

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