Nova chinesa no Brasil promete dez carros elétricos, híbridos e à célula de hidrogênio até 2025

Com investimento de R$ 4 bilhões só no primeiro ciclo de operação, até 2025, a montadora chinesa Great Wall inicia hoje sua presença no Brasil anunciando a produção apenas de eletrificados na fábrica de Iracemápolis, no interior de São Paulo, unidade comprada da Mercedes-Benz, que deixou de produzir carros de passeio no ano passado.

Com expectativa de retomada do mercado nos próximos anos, a empresa chinesa espera abocanhar uma boa parte das três milhões de unidades que o Brasil vai produzir, segundo projeção da empresa, em 2025, quando se encerra o primeiro ciclo de investimento no Brasil e quando a montadora terá, espalhados entre suas quatro marcas (veja mais adiante) dez modelos em três anos feitos em Iracemápolis, limitados a propulsão elétrica e híbrida (portanto sem nenhum a combustão) e a SUVs e picapes. Serão todos híbridos, híbridos plugin e 100% elétricos, além dos carros movidos a célula de combustível, tecnologia que a empresa chinesa está bastante adiantada e onde enxerga um grande crescimento nos próximos anos. A tecnologia de célula de hidrogênio será produzida com etanol.

Iracemápolis será a primeira fábrica da Great Wall 100% eletrificada no Brasil e a quarta do mundo fora da China, onde a empresa possui nada menos do que 15 unidades. A empresa acredita que a evolução do carro elétrico é um “fenômeno irreversível” em todo o mundo.

Além de exportar para “as Américas”, segundo seus dirigentes (o que se supõe também para a América do Norte), a Great Wall será fornecedora de equipamentos e tecnologia no setor de elétricos para montadoras brasileiras, algumas já clientes da chinesa, caso da Stellantis. A montadora pretende também acelerar a nacionalização dos seus carros, chegando a 60% nessa primeira etapa de produção, que se encerra em 2025. A empresa tem em seus quadros o experiente profissional Oswaldo Ramos, que já passou por várias montadoras no Brasil, como a Ford.

Os SUVs da Great Wall a serem produzidos no Brasil serão todos semiautônomos (nível 2); os de entrada serão do porte do Renegade e do Compass e levarão a marca Haval.

Os SUV grandes, de luxo, terão a marca Tank (do porte do Audi Q5) e as picapes carregam a marca Poer.
No total serão dez modelos em três anos.

O primeiro chega no quarto trimestre, importado da China, que vai ser lançado somente em abril no Salão de Pequim.

O primeiro lançamento nacional será no segundo semestre de 2023.

Os 100% elétricos são da marca ORA, da categoria Premium.

A rede de revendas já está sendo montada para iniciar a operação no quarto trimestre deste ano.

Com apenas 30 anos de idade, a Great Wall é a maior montadora privada da China, vende para 60 países e tem o sétimo SUV médio mais vendido no Mundo, o Haval H4, do porte do Rav 4 e do CRV. É também a quarta marca em picape média mais vendida no mundo. Sua meta é vender um milhão de elétricos no mundo e ser o Top 3 até 2025.

Luiz Cipolli Junior, de Iracemápolis