Scania reforma linha de São Bernardo do Campo para produzir a nova geração de caminhões

Em outubro de 2018, a Scania mostrou a nova geração de caminhões, que chegou totalmente reestilizada. Neste ano, a novidade é a reforma da fábrica de São Bernardo do Campo, São Paulo, que irá produzir os novos caminhões e ônibus.

Roberto Barral, diretor da Scania, contou que a empresa esperava um crescimento de 20% do mercado de caminhões e ônibus, mas juntos, os segmentos tiveram crescimento de quase 75%, mesmo num cenário economicamente incerto que o Brasil enfrenta. A empresa vendeu mais de oito mil caminhões e 760 ônibus.

Para este ano, a marca espera um crescimento entre 10 e 20% nas vendas e ainda considera o mercado muito incerto, mesmo com as promessas de avanço da indústria feitas pelo novo governo. Barral avalia que “estar no Brasil não é para qualquer um”.

Desde o lançamento, já tiveram três mil pedidos dos caminhões da nova geração, que começam a ser entregues nos próximos dias.

Além das vendas em ascensão, a marca quer investir em conectividade dos veículos e coleta de dados para monitorar os eventuais defeitos, falhas e reparos que podem aparecer e, assim, dar ao motorista um panorama geral do que precisa ser consertado antes de o problema se agravar.

Os aplicativos também indicam o que o motorista pode mudar no seu jeito de dirigir para melhorar o desempenho do caminhão, a economia de combustível, etc.

Produção 4.0

A produção dos novos veículos é separada em três etapas: a primeira é a parte de montagem, com destaque para a soldagem a laser, uma tecnologia inovadora na fábrica.

Na segunda etapa, os caminhões passam por verificação do material e encaixe das peças. Esta é uma parte que, apesar de contar com muita tecnologia, tem um trabalho quase artesanal. Os profissionais precisam conferir peça por peça do painel, da parte da frente do caminhão, verificar cores, texturas e brilho, ter atenção nos espaços entre as peças e, caso tenha algum defeito, as peças voltam ao fabricante.

Por último, vêm os testes de freio, de impermeabilidade, de vazamentos e dos detalhes da pintura, tudo para ter certeza de que o caminhão está bom o suficiente para chegar até o cliente.

A fábrica usa a tecnologia da indústria 4.0, e mescla as máquinas e os humanos na hora da produção. É evidente que o número de pessoas é reduzido, se comparado com as fábricas do século passado, quando a produção de veículos era praticamente manual, mas a empresa diz que presa pela participação das pessoas dentro da fábrica.

Elétricos

Gustavo Andrade, gerente de portfólio de serviços da Scania, disse que os caminhões elétricos, ao contrário dos carros, devem demorar a chegar ao mercado, porque é um tipo veículo que exige uma autonomia muito grande, porque percorre grandes distâncias. Hoje a tecnologia de  baterias para veículos elétricos de grande porte ainda é insipiente; os equipamentos não suportam operações de longas distâncias.

Kalyne Rannieri