Montadora vai manter marcas e investir no nicho de cada uma

Antônio Filosa

Em seu primeiro balanço depois de agregar as marcas Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën e mais 16 em várias partes do mundo, a Stellantis anunciou resultados positivos de vendas no Brasil e na América do Sul. No Brasil o grupo registrou  31% de participação em abril, tendo a Fiat na liderança, a Jeep em sexto lugar e colocando cinco carros entre os dez mais vendidos.

Antônio Filosa, presidente do conglomerado para a América do Sul, enfatizou em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (6/5/21) que a Stellantis é uma reunião de marcas e que todas elas serão mantidas e respeitadas nas suas características, que ele chama de DNA, mas não descartou a possibilidade de uma mesma concessionária atender as quatro marcas da empresa, em showroons independentes. Isso não é um projeto, mas poderá ser admitido em algumas regiões mais remotas, em cidades que não teriam potencial para suportar uma concessionária de cada marca.

O dirigente destacou que as marcas francesas terão investimentos com o propósito de reconquistarem o nível de participação que tiveram no mercado há dez anos, ou seja, vendas em torno de 5% cada do mercado interno. Desde a criação da Stellantis, a Peugeot já vem crescendo em volume de vendas, mas ainda não passa de 1% de participação. A Citroën não chega a isso.

A montadora anunciou também um programa de venda de veículos para produtores rurais com pagamento em grãos, das marcas Fiat, Jeep e RAM. O programa atenderá 1,2 mil produtores dos estados de Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Bahia, Paraná e Pará.

A nova modalidade visa potencializar as vendas da Stellantis ao setor do agronegócio e fortalecer laços comerciais com esse importante mercado, que, segundo Filosa, é uma realidade única em todo o mundo.

“O Agronegócio é extremamente importante, representa 25% do PIB, 50% das exportações brasileiras e 40% das divisas no Brasil. É uma situação que não existem em outros países; o Brasil responde pela maior parte da produção de grãos do mundo: café, soja, milho etc. Por isso queremos investir muito no setor”.